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# Playbook versionado

> As regras de julgamento comercial que a plataforma aplica, como elas mudam e o que precisa passar antes de uma versão entrar em produção.

O modelo de linguagem que a Flunora usa é de fronteira, mas o julgamento não é dele. O
que decide o que conta como critério de decisão, o que conta como objeção respondida e
quando um negócio está qualificado é um **playbook de vendas versionado**, escrito por
gente, com regras identificadas uma a uma.

## Como o playbook é escrito

O playbook é um conjunto de módulos de regras. Cada regra tem um identificador estável,
uma condição de aplicação e um texto normativo. Elas vão para o contexto do modelo em
blocos, e o bloco que entra depende do perfil da sua organização.

<Note>
  Regra com identificador não é burocracia. É o que permite dizer, meses depois, que um
  campo foi produzido por uma regra específica, e reabrir a discussão sobre aquela regra
  sem reabrir a discussão sobre o produto inteiro.
</Note>

## Modo de operação por perfil

Três perguntas sobre a sua operação decidem quais regras se aplicam: o tamanho do
cliente típico, quanto tempo dura um ciclo de venda e quantas pessoas participam da
decisão do outro lado.

As respostas derivam um modo, `pme`, `mid` ou `enterprise`, e o modo escolhe o conjunto
de regras. Uma venda de duas semanas para um dono de empresa não é julgada com as regras
de um comitê de compras de seis meses, e forçar uma sobre a outra produz análise que
soa sofisticada e não descreve nada.

<Card title="Perfil de vendas" href="/contexto/perfil-da-empresa#perfil-de-vendas" horizontal>
  As três perguntas ficam em Configurações e podem ser mudadas a qualquer momento.
</Card>

## O que acontece antes de uma versão entrar no ar

<Steps>
  <Step title="A mudança é escrita no playbook">
    Nunca no prompt direto. Ajustar a instrução do modelo para consertar um caso é como
    consertar um teste mudando o teste: funciona uma vez e some no histórico.
  </Step>

  <Step title="A versão é incrementada">
    A versão do playbook e a versão do prompt passam a viajar na proveniência de todo
    campo produzido dali em diante. Qualquer registro do CRM diz que regras o
    produziram.
  </Step>

  <Step title="A suíte de regressão roda inteira">
    Um conjunto de calls sintéticas com resultado esperado escrito à mão. A análise real
    roda contra cada uma e o resultado é comparado com o esperado. Casos marcados como
    obrigatórios que falham bloqueiam a subida.
  </Step>

  <Step title="Desvios de fronteira vão para arbitragem">
    Quando o resultado fica na fronteira entre duas leituras defensáveis, o caso vai
    para decisão humana registrada, e não para um ajuste no texto do prompt até o caso
    passar. Ajustar até passar é como um modelo aprende a acertar o teste e errar a
    realidade.
  </Step>
</Steps>

## O que isso te dá

<CardGroup cols={2}>
  <Card title="Comportamento reproduzível">
    A mesma evidência produz o mesmo resultado. Duas reuniões parecidas não recebem
    leituras opostas porque o modelo acordou diferente.
  </Card>

  <Card title="Auditoria de verdade">
    Um campo estranho na ficha de um contato é rastreável até a reunião, a fala e a
    regra. A pergunta "de onde saiu isso" tem resposta.
  </Card>

  <Card title="Mudança sem susto">
    Uma versão nova não pode piorar em silêncio o que já funcionava, porque a suíte roda
    antes e o caso obrigatório reprovado impede a subida.
  </Card>

  <Card title="Correção que dura">
    O que você corrigiu na ficha continua valendo depois da nova versão. Veja
    [Decisão humana](/evidencia/decisao-humana).
  </Card>
</CardGroup>

## O que o playbook não faz

Ele não substitui o seu processo comercial e não obriga o seu time a vender de outro
jeito. As etapas do funil continuam sendo as suas, com os nomes que vocês usam, e o
playbook opera sobre elas. O que ele padroniza é a leitura da evidência, não a operação.
